segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Unidades de Polícia Solidária beneficiam mais de 600 mil pessoas na Paraíba



A proximidade da Polícia Militar com o povo e a ocupação de áreas onde antes a segurança pública do Estado era ausente hoje fazem parte da realidade da Paraíba, que ganhou 18 Unidades de Polícia Solidária. Em média, as UPS beneficiam mais de 600 mil pessoas dos bairros e comunidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande e Guarabira.
A implantação das unidades aconteceu com a criação do Programa Paraíba Unida pela Paz em 2011. A UPS ficou encarregada de levar para dentro das comunidades essa filosofia de trabalho, onde o policial convive com as pessoas, sendo conhecido e reconhecendo os moradores pelo nome, além de possuir uma visão ampla dos principais anseios da população atendida.
Para a aposentada Maria José Ferreira dos Santos, moradora há 42 anos do bairro São José, na Capital, a presença da polícia durante 24 horas por dia no local trouxe de volta costumes que tinham sido deixados de lado por causa da violência. “O principal deles pra mim é o de conversar com minhas vizinhas na frente de casa, comentar sobre a novela e outros assuntos que a gente gosta. Antes não podíamos fazer isso com medo das pessoas que fazem coisa errada (se referindo aos assaltos e homicídios que aconteciam)”, lembrou dona Maria José.
Ela é moradora de um dos bairros que mais reduziu os índices de criminalidade por causa da instalação de Unidades de Polícia Solidária, alcançando uma redução superior a 50% em relação aos crimes violentos letais intencionais por ano. Para se ter uma ideia, enquanto em 2011 – antes da UPS ser instalada – 37 pessoas foram assassinadas no bairro São José, o ano de 2014 fechou com seis casos.
A média geral da redução de criminalidade nos bairros e comunidades que possuem UPS é de 30%, bem acima da meta de 10% estabelecida pelo Governo, com locais apresentando índices superiores – a exemplo da comunidade Bola na Rede e bairro Jardim Planalto, na Capital, com 63% de queda – e alguns ainda na fase de construção. Uma das ações da polícia é levar também projetos sociais para esses locais, como escolinhas de futebol, música e capoeira.
Unidades – A Paraíba conta com dez Unidades de Polícia Solidária em João Pessoa (Bairro São José, Bola na Rede, Alto do Mateus, Bela Vista, Mandacaru, Jaguaribe, Alto do Mateus, Jardim Planalto, Geisel e Ilha do Bispo), quatro em Campina Grande (Pedregal, Mutirão, Alto Branco e José Pinheiro), duas em Cabedelo (Centro e Renascer II), uma em Bayeux (Mario Andreazza) e uma em Guarabira (Bairro Nordeste).
Capacitação do efetivo – O Governo do Estado, além de garantir a estrutura física das unidades, equipamentos e condições de trabalho, investiu também na capacitação dos policiais com o Curso de Polícia Comunitária. Na formação, são ensinadas técnicas e apresentadas várias maneiras de como trabalhar em conjunto para planejar a segurança junto com a população, tendo o policial o papel de principal interlocutor para a solução dos problemas desses locais, ainda que não sejam casos de polícia.
Nos quatro primeiros anos foram formados 1.966 profissionais com o curso de polícia comunitária, 160% a mais do efetivo formado do período de 1998 até 2010, quando houve a capacitação de apenas 778 policiais.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Detran intensifica fiscalizações da 'Lei Seca' no fim de semana





O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran) intensificará as ações da Lei Seca por conta dos eventos festivos previstos para o fim de semana. De acordo com o chefe da Divisão de Policiamento de Trânsito, César Urach, equipes do Detran e, caso necessário, de outros órgãos, como Polícia Militar e Departamento de Estrada de Rodagem (DER), estarão em pontos estratégicos para coibir o uso de bebida alcoólica pelos condutores.
 
César Urach destaca que, todos os dias, equipes estão com blitzes em diversos pontos do Estado. Porém, os fins de semana exigem que o trabalho do Detran seja intensificado. “Para este fim de semana estão previstos vários eventos festivos. Sabemos que, em razão disso, aumenta muito o número de veículos nas nossas estradas e avenidas. Por isso, se faz necessário que a nossa vigilância no sentido de evitar qualquer abuso se intensifique mais”, pontuou. “Além do mais, ainda estamos no período de férias, com praias e pontos turísticos lotados e, consequentemente, grande movimentação de veículos”, acrescentou.

PuniçãoO dono do veículo em que for pego um condutor dirigindo alcoolizado deverá pagar uma multa de R$ 1.930. Além disso, o  condutor do veículo deverá responder a um processo administrativo para a cassação da Carteira de Habilitação por um ano. Em caso de reincidência, o dono do veículo pagará uma multa de R$ 3.860 e o condutor responderá a um processo administrativo para a cassação da habilitação por dois anos. “É necessário lembrar que a multa não vai para o condutor, e sim para o veículo”, finalizou César Urach.

Balanço de 2014 – No ano passado, as ações da Operação Lei Seca, coordenada pelo Detran, flagraram 2.618 condutores dirigindo sob efeito de álcool. O mês em que houve o maior número de ocorrências foi março, com 367 flagrantes, seguido por fevereiro (349) e janeiro (303). Ainda de acordo com o balanço, foram realizadas, ao longo de 2014, 45.089 abordagens, e realizados 44.994 testes de alcoolemia (aplicação do ‘bafômetro’).

Segundo o balanço, foram aplicados 5.039 autos de infração por diversas irregularidades, como Carteira de Habilitação vencida ou pela ausência do documento no momento da fiscalização. O Detran ainda realizou a remoção de 1.605 veículos e conduziu até a delegacia 133 condutores por crime de trânsito. Ainda no período de janeiro a dezembro de 2014, 2.274 condutores tiveram a Carteira Nacional de Habilitação apreendida.

César Urach comemora a queda na relação entre testes aplicados e resultados considerados positivos por recusa ou constatação. “É um dado que nos deixa certos de que toda a nossa mobilização para preservar a vida do cidadão paraibano tem surtido efeito. Temos um motorista mais consciente, que vem aprendendo a valorizar a vida. Houve tempos em que, para cada grupo de 80 abordagens, pelo menos 25 eram consideradas positivas por recusa ou constatação”, concluiu.

Polícia Civil da Paraíba tem novo delegado geral



A Polícia Civil da Paraíba tem um novo delegado geral a partir desta sexta-feira (9). A mudança foi publicada no Diário Oficial e traz João Alves de Albuquerque à frente da Delegacia Geral, no lugar do também delegado Carlos Alberto Ferreira da Silva, que segue para a Gerência Executiva de Armas e Munições da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds). Como delegado geral adjunto, permanece Isaías José Dantas Gualberto.

Segundo João Alves de Albuquerque como ação inicial no cargo de delegado geral da Polícia Civil da Paraíba está a visita as delegacias seccionais do interior do Estado. “Vamos visitar cada delegacia para conhecer melhor as demandas, as dificuldades e assim tentar resolvê-las da melhor forma possível. Nossa ideia é dar continuidade ao trabalho pautado na integração das forças policiais e no fortalecimento das delegacias especializadas, como a Repressão a Entorpecentes, Homicídios, Roubos e Furtos e ainda aos Grupos Táticos Especiais visando sempre o combate eficaz à criminalidade”, afirmou.

A publicação ainda traz a nomeação do delegado Marcos Paulo dos Anjos Vilela para a 1ª Superintendência Regional de Polícia Civil, que abrange a região metropolitana de João Pessoa e litorais Sul e Norte do Estado, e era comandada pelo delegado Wagner Dorta, hoje secretário de Administração Penitenciária.

A 2ª Superintendência de Polícia Civil, com sede em Campina Grande, que antes era ocupada pelo delegado Marcos Paulo, agora terá como gestor o delegado Luciano Carvalho Soares, que deixa a 8ª Delegacia Seccional de Guarabira.

Perfil do novo delegado geral - João Alves de Albuquerque tem 57 anos de idade e atua como delegado de Polícia Civil na Paraíba há 24 anos. É natural da cidade de Aguiar, município localizado no Vale do Piancó é bacharel em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). Tem especialização em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em parceria com a Academia de Polícia Civil (Acadepol). Foi funcionário do Detran PB, chegando a ocupar a função de Diretor de Operações. Dentro da área de Segurança Pública ocupou vários cargos de destaque, entre eles: delegado distrital, titular da delegacia da Ordem Tributária, delegado geral adjunto, gerente executivo do Sistema Penitenciário (Gesip) e o último cargo que ocupou na Seds antes de assumir a delegacia geral foi a da Gerência Executiva de Armas e Munições.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

IPC da Paraíba recebe equipamento semelhante ao utilizado pelo FBI para Laboratório de DNA



O Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba recebeu mais dois equipamentos que deverão agilizar os procedimentos de exames de DNA realizados no Estado a partir de janeiro. Um dos aparelhos é o sequenciador genético ABI 3500 (Genetic Analyzer), sendo o mais avançado aparelho desse tipo existente no mundo, semelhante ao utilizado pelo FBI, nos Estados Unidos. O outro equipamento é o EZ1 Advenced XL, capaz de processar 14 amostras ao mesmo tempo e apresentar o resultado das análises em cerca de 50 minutos. Os equipamentos foram repassados para o laboratório pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Segundo a gerente do Laboratório de DNA do IPC, Carmem Leda, o equipamento mais moderno que existe no mundo é o ABI 3500 e custa em torno de R$ 400 mil. Ele foi enviado para alguns laboratórios de DNA do Brasil, com o intuito de dar mais celeridade ao processo de exames genéticos. “O sequenciador que recebemos é do modelo 3500 e possui oito capilares. De forma simples, o aparelho vai  trazer mais qualidade ao processo de exames de DNA  bem como vai agilizar o resultado, diminuindo em alguns dias a entrega de laudos”, disse.

Ainda de acordo com Carmem Leda, o sequenciador genético faz parte da última fase para a realização de um exame DNA, denominada de eletroforese. “Os dados levantados a partir de material genético passam por três processos: a extração, a ampliação e por último o eletroforese. É neste último que temos o resultado e com um equipamento de última geração, amplia as possibilidades e acentua a qualidade do teste, bem como diminui o tempo do resultado”, ressaltou.

Em relação ao equipamento EZ1 Advenced XL, a perita informou que ele dará automação na extração do DNA, sendo possível processar até 14 amostras ao mesmo tempo em cerca de 50 minutos. “Isso vai dar celeridade ao processo de investigação, sobretudo na elaboração dos laudos. Com esse equipamento será possível extrair DNA de mancha de sangue, piola de cigarro, ossos e dentes, entre outros elementos que podem ser coletados em local de crime”, destacou.

TREINAMENTO - O laboratório de DNA do Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba é considerado um dos mais completos e modernos do país. Ao todo, trabalham oito peritos no laboratório, que esta semana estão recebendo treinamento com a finalidade de manusear o equipamento EZ1 Advenced XL. Já na primeira semana de janeiro de 2015, eles serão treinados para utilizar o aparelho mais moderno do mundo, o ABI 3500, que deverá acelerar o processo de identificação e confecção de laudos periciais.